As dores e as delícias do primeiro encontro – Parte 2

 

Sem dúvidas, Ana estava mais enrolada do que imaginava. Tinha pouco tempo e poucas alternativas para dar um jeito em tudo. Toda Cinderela tem sua fada madrinha, nesse caso, Ana tinha Júlia, sua amiga quebra galho e salva vidas.
– “Amiga, o que houve? O sinal da internet caiu?”
– Ah, bonitinha! Não dessa vez! Vou sair com o Guilherme amanhã e preciso MUITO de você!
– “OPA OPA, vamos com calma. Guilherme????? Ele? De verdade? Jura?? Ana de Deus, que macumba você fez? Me conta tudo!”
– Muito amiga você hein? Só porque não tenho um encontro há 6 meses não quer dizer que eu precise de macumba, se bem que… Esquece, não vem ao caso! Vem me ajudar a voltar a ser gente! Quebra essa pra mim!
– “Mais essa né? Mas me conta como foi, vai, preciso saber!”
Depois de contar nos mínimos detalhes tudo o que aconteceu naquela grande conversa de cinco minutos, Ana se despede da amiga e vai dar uma zapeada no falido guarda-roupa.
PROBLEMA A VISTA! Por quase ter virado parte dos móveis da casa, Ana não dava uma bela renovada no guarda-roupa há tempos. Ela não sabia como era o ambiente do Lagoa, mas sabia que as suas peças de roupa não estavam condizentes com a sua expectativa para esse encontro.
Prontamente pegou o celular e mandou uma mensagem pra Jú, pedindo além de ajuda, umas roupas emprestadas. Júlia, após dar aquela zoadinha tradicional na amiga, respondeu que levaria um vestido novo que a deixaria mais sexy que a Scarlett Johansson. “Nem em sonho” Ana pensou… Automaticamente conferiu o relógio. Devido à excitação e expectativa, as horas voaram. “Vai dormir Ana” se ordenou mentalmente. Sabia que precisava de um bom descanso porque teria um longo dia pela frente.
Doce ilusão! Até parece que dormir seria uma tarefa fácil, ansiedade era o seu nome do meio. Já passava das 3 da manhã e Ana não conseguia pregar os olhos. “Merda” pensou alto. Suas olheiras estariam mais roxas do que nunca na manhã seguinte.
Por um milagre adormeceu e acordou com a amiga batendo compulsivamente à sua porta.
– Eita, que horas são? – Pensou Ana confusa, naquele ar perdido de quem acabou de acordar. – CARAMBA, QUASE 2 HORAS!!!! JÁ VAI!
– Tá dormindo até essa hora mulher? Dá um jeito nessa vida. Vim trabalhar na reconstrução da sua dignidade e também trouxe umas coisinhas. – Disse apontando uma mala que era quase um mini-container.
– O que seria de mim sem você amiga? – Disse, sem conseguir conter a empolgação.
– Cinderela sem fada madrinha, hmm deixa eu ver… Gata borralheira! Mas chega de papo, vai tomar um banho porque tenho uma baita missão pela frente né?
– Engraçadinha! FUI! – E voou pro banheiro como se a sua vida dependesse daquilo!
Ana adorava banhos longos e costumava abusar da sorte com o chuveiro que já dava sinais de instabilidade há algum tempo e… PUF!
Que balde de água fria, literalmente, a resistência queimou! Afinal de contas, não dava pra ser tudo perfeito, né?
E agora Ana? O que é que você vai fazer com esse cabelo meio lavado, meio espumado?

(CONTINUA)

Daniela Colaci Moreira
12/07/2014

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