As dores e as delícias do primeiro encontro – Parte 21

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Resumão para refrescar a memória, porque eu sei que o hiato foi grande!

Ana está finalmente namorando com Guilherme, as coisas ainda estão no início, mas ela está feliz no novo relacionamento. Tudo parecia fluir muito bem, até que o destino dá um jeitinho de bagunçar e traz Arthur de volta a vida de Ana. Pra quem não se lembra, Arthur é um velho amigo dos tempos de adolescência. Assim, lá no fundo, ele não era só amigo. Ana tinha uma quedinha por ele. Mas os anos se passaram, certo? É, mais ou menos… quanto se trata de primeiro amor e questões do coração, nós nunca temos as respostas certas. 

Vou fingir que não ouvi, quem sabe assim ele desiste, vira as costas e vai embora. Ou talvez eu esteja apenas sonhando e ele vai desaparecer e….

-Ana? – ele repetiu.

Droga, não funcionou. Definitivamente não era um sonho. – Oi! Arthur? – fingiu surpresa.

– Olá! Eu estava passando por aqui e te vi… – ele olhou pra baixo, mordendo a boca num sorriso.

– Passando aqui? Mas você nem mora por essas bandas – completou, intrigada, mordendo as bochechas pra não sorrir.

– Tá bem vai, eu não tava passando aqui de bobeira, eu estava no carro, vi você sentada na praça e resolvi vir dar um alô. Meu carro está ali, eu estou indo visitar um cliente. – ele confessou.

– Ah sim! Agora as coisas fazem mais sentido – Ana deu um sorriso, enquanto sentia o rosto corar.
Ela não podia deixar ele ali em pé ao lado dela, podia? Antes que pudesse responder a essa pergunta, disparou: – E ai, já almoçou? Senta ai! Acabei de pedir.

A intimidade fluía naturalmente. Era como se ela tivesse 16 outra vez.

– Poxa Ana, almocei agora mesmo, mas vou aceitar o convite para te fazer companhia. Vou pedir um expresso. – Enquanto puxava a cadeira, fez sinal para o garçom, que veio logo em seguida.
– Gostaria de pedir um expresso, por favor! – dirigiu-se ao homem que anotava os pedidos. – O garçom concordou com a cabeça e trouxe o café, 1 minuto depois.

– O atendimento aqui é bom hein? – Ele sorriu, enquanto olhava para Ana.
– É sim, sempre venho aqui! Qualquer dia você precisa experimentar a comida – disse, sem pensar.

– Isso é um convite? – ele não perdia as oportunidades.
Ela corou na mesma hora. Droga. Realmente tinha parecido como um convite. Como sairia dessa?

– Pode ser que sim. – respondeu meio sem jeito. Ela não conseguiu pensar numa resposta negativa.

– Arthur – ela continuou – gostaria de agradecer novamente pelo presente. Não precisava se incomodar, mesmo! Mas gostei muito.

– Não é incômodo, Ana. Eu apenas passei em frente à floricultura e me lembrei de você. – ele parecia bastante sincero.

– Tudo bem então, mas é que… bom, vou falar. Achei estranho receber um presente de você, assim, sem nenhuma ocasião especial… – ela não queria ser indelicada, mas precisava deixar claro o seu ponto.

– Estranho? Desculpe, foi só um agrado para uma velha amiga que não vejo há muito tempo. – era nítida a decepção em seu rosto, apenas da tentativa em disfarçar.

– Não é isso! Acho que me expressei mal. Só achei, não sei… meio…. – as palavras fugiam de seus pensamentos.

– Com segundas intenções? – ele completou objetivamente.
– Talvez? – respondeu, titubeando.

O sorriso dele iluminou o rosto. Sim, ele tinha segundas e talvez terceiras intenções. Mas antes que pudesse dizer algo, o pedido tinha chegado.

– Aqui está, Ana. Desculpe a demora! – disse o atendente.

– Imagina, não demorou (apenas o suficiente para ser atingida por uma declaração bombástica), muito obrigada, Luís. – Ana se dirigiu a ele, com um sorriso no rosto.

Você sabe que é um cliente freqüente quando os garçons já te chamam pelo nome. Ana sabia e adorava a sensação de se sentir em casa, mesmo estando fora de casa. O restaurante era um lugar que ela se sentia segura, mas as palavras de Arthur tinham lhe tirado essa sensação de segurança temporariamente. Ela não conseguia disfarçar a ansiedade em seus olhos. Soltou um sorriso nervoso para Arthur, que entendeu como um sinal para continuar.

– Então Ana, talvez eu tenha sim, segundas intenções. Mas eu entendo se você quiser que eu não tenha. Nosso tempo já passou? – ele perguntou, sustentando o olhar nos olhos dela.

Essa objetividade dele era boa em alguns momentos, mas nesse em especial, era dureza.

– Então – era difícil não gaguejar. – Arthur…

– Oi – deu um risinho.

– É que eu estou namorando agora e…. –essa incerteza nas respostas não transmitia muita firmeza.

– Entendi. Eu cheguei atrasado então. Tudo bem, erro meu. – as palavras eram duras.

– Ai Arthur, não fala desse jeito.

– Não foi minha intenção que as coisas saíssem dessa forma… Mas os nossos caminhos se afastaram de um jeito que eu não tive como controlar. – ele estava realmente se justificando.

– Eu sei. Não vou negar que nunca senti nada, porque eu senti, por muito tempo.

– Eu também. E sinto, não da mesma forma, mas sinto. – dava pra ver verdade em cada expressão do seu rosto.

– Mas agora eu já estou com o Guilherme, gosto dele. É recente, não temos a mesma intimidade, mas estou construindo essa relação. – completou, tentando mostrar consistência.

– Eu sei, Ana. Vou respeitar o seu espaço. Mas gostaria de manter a amizade com você, é possível? – seu olhar era suplicante.

– Sim, é claro que é possível, mas você entende, né? Amigos mesmo… – falar isso era difícil, mas necessário naquele momento.

– Vou tentar. – ele deu um risinho. – No mais, como vão as coisas? Folga hoje?

– Problemas no encanamento em frente ao prédio da empresa, acredite se puder! Mal voltei de férias e ganhei “folga”. Tô trabalhando em casa hoje. – respondeu, entre uma garfada e outra.

– Sortuda! Ou talvez não? Trabalhar em casa não é tão simples quanto a gente pensa, né?

– Mais ou menos isso. – Ana completou.

– Olha só como são as coisas, ganhei meu café com você. Não é bem como eu tinha planejado, preciso confessar, mas é algo, né?

– Ai Arthur… – ela estava sem resposta.

– Eu não to sendo implicante! Só brinquei! Juro! – ele levantou as mãos para mostrar os dedos não cruzados.

– Eu sei, mas fico sem jeito, mesmo assim.

– Mas não precisa ficar! Sou só eu. O Arthur de sempre.

Mal sabia ele que o problema era exatamente esse. Ficar assim, olhando pra ele, causava um calorzinho lá no fundo do coração. Aquele lance de primeiro amor, existia um encantamento que ela não conseguia resistir…

– Certo, vou me lembrar disso – disse, entre um meio sorriso.

Ana já tinha terminado de comer, mas não estava exatamente com vontade de voltar pra casa. Trabalhar depois do almoço é sempre uma coisa complicada. Ainda mais com o sofá tão perto, o sono vem, é impossível evitar um cochilo.

– Então, posso pedir a conta? – ele perguntou.

– Acho que vou pedir um suco, ai podemos conversar mais um pouco – respondeu.

– Ótimo! – Ele parecia realmente animado.

Ana pediu um suco de abacaxi com laranja e ele mais um café.

– Dois expressos em menos de uma hora? Acho que temos um viciado em cafeína por aqui… – sugeriu.

– Mais ou menos isso. Eu sempre tomei café pra estudar, não sei de você lembra, provavelmente não, mas eu bebia café, tomava guaraná e outras maluquices desse tipo.

-No pré-vestibular né? Lembro sim. – anos tinham se passado, mas essas pequenas memórias eram nítidas.

– Ana, se tem uma coisa horrível nos Estados Unidos, essa coisa é o café. Nunca me acostumei com aqueles copos enormes de café aguado. Prefiro mil vezes um expresso. Por mais que eles tenham variedade para dar e vender, não se compara ao café daqui. Aqui tem café bom e barato em qualquer esquina!

– Mas aqueles copos são tão legais nos filmes – disse, sonhadora.

– Nos filmes, sim. Na realidade parece que foram passados numa meia velha.

– Que horror!!! – riu alto. – Você destruiu os meus sonhos agora!

– Lembra que a gente falava de tomar café na Starbucks, só pra colocarem nossos nomes no copo?

– Lembro!!! Lembra também que a gente sonhava com aqueles donuts cheios de açúcar?

– Mais uma decepção, eles não são tão bons quanto a gente pensava. – completou Arthur.

– Ah não! Chega. Mais uma decepção eu não agüento. – ela sorria, de um jeito sincero, como nos velhos tempos.

De repente, parecendo um aviso do destino e quebrando momentaneamente essa áurea de magia, o telefone de Arthur toca.

Nitidamente decepcionado, ele pede licença, levanta da mesa e atende a ligação. Enquanto ele está de costas falando ao celular, Ana tem um turbilhão na sua mente. O que ela estava fazendo? Porque ela estava tão animada? Porque o coração dela pulsava tão rápido? No fundo, ela sabia. Querendo ou não, Arthur ainda despertava algo nela. Porém, hoje, anos depois do primeiro beijo, seria Arthur o homem ideal para ela, ou essa sensação era um misto de saudosismo, nostalgia e distorção da realidade?

Os olhos de Ana vagavam enquanto sua cabeça maquinava mil coisas para dizer, mil desculpas para dar. Seu cérebro ordenava: vá para casa, vá ao trabalho, você não tem maturidade suficiente para ser só amiga dele. Enquanto isso, seu coração pulsava mais e mais forte. Tudo isso num intervalo de menos de 3 minutos. Antes mesmo que ela se desse conta, Arthur já tinha desligado a ligação e estava falando com ela.
– Ana, sinto muito, mas tenho que ir! – ele disse. Enquanto acenava para o garçom, pedindo a conta.

Num misto de alívio e frustração, Ana respondeu:

– Ah, eu também preciso ir. Acredite ou não, o trabalho me espera. – disse, em meio a um suspiro.

– Sempre ele, não é? No meu caso também. Meu pai acabou de marcar uma reunião com cliente pra daqui a 2 horas e eu ainda não terminei um dos relatórios. Eu adoraria conversar mais com você, marcamos outra hora? – ele disse de um jeito tão convincente, que ela respondeu em automático:

– Claro! Só me falar. – “Oi? É isso mesmo Ana? Você está realmente marcando mais um encontro com ele?” Seu cérebro gritava dentro da sua cabeça. – Shiu! – respondeu mais alto do que gostaria.
– Hein? – Arthur perguntou.

– Nada, nada. – Ela tentou disfarçar, mas sem muito sucesso. Ela havia falado alto o suficiente para parecer uma doida que se dá ordens em voz alta.

Luís chegou com a conta e a colocou em cima da mesa. Ana e Arthur tentaram pegá-la ao mesmo tempo. E sim, aquela faísca brega dos filmes de romance era real! Ana sentiu imediatamente enquanto sua mão esbarrou na dele.

– Ops! – ela se afastou, com relutância, mas manteve os olhos fixos nele.

– Deixa essa comigo, vai? – ele disse, levando a mão até a conta novamente.

– Não é justo! Você só tomou um café!

– Dois! – corrigiu ele – Você paga o próximo! – Definitivamente ele sabia como criar situações…

– Tá bem, tá bem. – ela respondeu, fingindo estar contrariada. – Quero ver se você vai me deixar pagar mesmo!

– Claro que vou. E vou te dar o maior prejuízo! – ele gargalhou, como nos velhos tempos, é claro! Só porque ela amava muito aquela risada gostosa dele.

 – Que abuso! Não dou conta de você não…

– Será que não? – sorriu com malícia.

– Arthur! Você entendeu muito bem! – ela tentou corrigir.

– Claro que entendi, só queria ver a sua cara de envergonhada mesmo.

– 10 anos depois e eu ainda acredito em você. Patético, né? – suas bochechas coraram.

– Não diria patético, só acho que você espera o melhor das pessoas…

– E você é a pior pessoa pra ganhar esse tipo de confiança né? Abusado! – ela disse, entre sorrisos. Meu Deus, ela era realmente patética. Parecia uma adolescente outra vez.

– Bom, então vamos? Detesto ser o chato, mas preciso mesmo ir trabalhar. – Ele fez sinal para Luís vir buscar a comanda.

– Claro, vamos sim, eu também realmente preciso trabalhar. E terminar a faxina que eu comecei…

– Faxina? Quem te viu, quem te vê, hein?

– E por acaso você sabe lavar um copo, Arthur? – alfinetou.

– Claro que eu sei! Isso e muito mais. Lavo até banheiros, passo roupa e faço vários tipos de comida. Por essa você não esperava, não é mesmo?

– É, me pegou de surpresa. Quando foi que você mudou tanto? – questionou surpresa.

– Nossa, do jeito que você fala até parece que eu era um completo inútil. Eu só não tinha despertado esse meu lado doméstico, digamos assim. – ele sorriu.

– Muito bem então, vejo que fui vencida nessa. Confesso que não sou muito fã dos serviços domésticos…

– Também não sou fã, aliás, quem é? Mas a gente aprende a se virar. O intercâmbio me ensinou algumas coisas, entre elas a dar valor ao conforto da minha casa. – disse, com olhos sonhadores.

– Acho que esse intercâmbio realmente te fez muito bem. Sorriu e completou em pensamento: – pena que te afastou de mim.

Conta paga, não havia mais desculpas para estar ali, mas era nítido, nenhum dos dois queria ir embora.

– Quer uma carona, Ana?

– Não, não precisa. É muito perto, vou a pé. – disse, tentando parecer convicta.

– Tem certeza? – ele tinha uma margem de esperança no olhar.

– Tenho – completou num sorriso – em 10 minutos estou em casa.

– Certo, não vou insistir, ou você vai achar que estou com segundas intenções… – ele sorriu.

– Não, já passamos dessa fase, não é mesmo? Amigos! – Ela exclamou mais alto do que gostaria, como se quisesse provar para si mesma que era apenas isso.

– Sim, amigos. – ele completou, num tom de voz desanimado.

– Então até mais! – ela tentou encerrar.

– Eu vou cobrar o próximo encontro, ok? – ele disse.

– Está combinado! – ela confirmou sorrindo.

A despedida foi um breve abraço, mas no momento em que Ana se aproximou de Arthur suavemente e quando sentiu o cheiro dele tão próximo, estremeceu. O perfume dele não mudara, mesmo em tanto tempo. Era só um cheiro, mas despertava uma gostosa sensação familiar. Um abraço, menos de 5 segundos. Tempo suficiente para fazer um coração disparar e quebrar rapidamente, uma por uma, todas aquelas falsas certezas que ela pensava que tinha.

(CONTINUA)

Resenha: Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática – Thalita Rebouças

Esse é um dos livros mais divertidos que eu já li!

Confissões de uma Garota Excluída, mal amada e (um pouco) dramática

Tetê está de mudança para Copacabana! Antes, ela morava num apartamento na Barra da Tijuca, mas devido a crise, seu pai perdeu o emprego e eles tiveram que vender o apartamento. Agora Tetê vai morar com os pais, os avós e também com o biso, que é a pessoa mais fofa do mundo!

Na sua antiga escola, Tetê não tinha muitos amigos e era vítima de bullying. Agora ela está indo cursar o ensino médio numa escola nova e está morrendo de medo de ser rejeitada de novo. Mas, ao mesmo tempo, talvez essa seja a sua oportunidade de um recomeço. Logo no primeiro dia de aula, Tetê descobre que estava sendo um pouquinho dramática, já que a escola nova não era nem de longe tão ruim como ela pensava…

Confissões de uma Garota Excluída, mal amada e (um pouco) dramática

Ao longo do livro Tetê vai se descobrindo, amadurecendo e passando por uma série de situações bem atrapalhadas. O livro fala de assuntos importantes como morte, bullying e preconceito, mas com uma narrativa leve e fluida.

Thalita Rebouças escreve livros bem humorados e faz isso como ninguém! Ela me divertiu muito! Tetê é o apelido fofo para Teanira. Segundo a própria, só esse nome já era motivo para fazer terapia pelo resto da vida. Cheguei a rir alto em algumas partes, principalmente nas cenas com o Zeca! Que personagem sensacional!

Confissões de uma garota me fez voltar a adolescência, época onde tudo é mais intenso, para o bem e para o mal. Senti cada drama da Tetê como se ela fosse minha melhor amiga! Fora que essa leitura me deu uma nostalgia do meu ensino médio, que tempo bom!

Confissões de uma Garota Excluída, mal amada e (um pouco) dramática

Ler Thalita Rebouças foi uma distração muito boa num momento tenso (eu estava finalizando o meu TCC) então, enquanto eu lia, embarcava de verdade na história e me divertia a valer. Tanto é que eu nem senti o tempo passar e fiquei com gostinho de quero mais!

A editora Arqueiro deu show na diagramação! O livro é lindo demais! A combinação de turquesa com rosa ficou um charme! Além disso, o livro tem algumas ilustrações fofas e também conta com as receitinhas da Tetê, que me deram água na boca! Tô doida pra experimentar algumas!

Confissões de uma Garota Excluída, mal amada e (um pouco) dramática

Recomendo esse livro não só para adolescentes, mas também para quem gosta de livros leves e divertidos! Pra mim foi uma leitura muito gostosa, do jeitinho que eu estava querendo! Mesmo com uma narrativa bem humorada, Thalita Rebouças consegue passar mensagens interessantes sobre amizade e relacionamentos! Espero que leiam e gostem também!

E pra fechar com chave de ouro, tive a oportunidade de conhecer a Thalita Rebouças aqui em Juiz de Fora no dia 24 de junho! Foi incrível! Ela é extremamente simpática e alto-astral! Vou guardar esse encontro na minha memória para sempre!

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Ficha técnica:

Título: Confissões de uma Garota Excluída, mal amada e (um pouco) dramática

Autora: Thalita Rebouças

Editora: Arqueiro

Páginas: 269

Nota: 4,5/5

Compre aqui: Saraiva, Submarino, Americanas e Amazon

Veja a página do livro no Skoob.

Leia um trecho do livro no site da editora Arqueiro.

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Até a próxima, pessoal!

 

Resenha: Pequenas Grandes Mentiras – Liane Moriarty

Sempre que eu gosto muito de um livro eu enrolo mil anos pra fazer uma resenha. Não é preguiça. É porque me faltam palavras para definir o quanto eu amei a leitura e o quanto eu quero que vocês leiam (e amem também).

Pequenas Grandes Mentiras é o segundo livro publicado pela Intrínseca da autora Liane Moriarty. O primeiro é O Segredo do Meu Marido, um dos meus favoritos da vida, assim como esse!

Pequenas Grandes Mentiras

Em Pequenas Grandes Mentiras conhecemos a história de três mulheres: Madeline, Celeste e Jane.

Madeline é quem tem a personalidade mais forte, ela é naturalmente uma líder, mas sua filha mais velha não aceita tão bem sua liderança e está querendo ir morar com o pai. Madeline está no seu segundo casamento, sendo que o primeiro não terminou muito bem. Ela foi abandonada pelo marido e digamos que ainda não superou totalmente essa situação.

Celeste é a mãe que todos invejam secretamente. Ela é linda, tem um marido lindo e de quebra é riquíssima.  Mas será que sua vida é tão perfeita como parece ser?

Jane é a recém chegada no pedaço e também a mais jovem das três. Sendo seu filho Ziggy o fruto de uma noite só. Jane é tímida, retraída e um tanto quanto misteriosa. Qual será o seu segredo?

Quando as aulas começam, Ziggy é acusado de bullying e as opiniões dos pais rapidamente se dividem. Seria Jane uma pessoa confiável? Quem era ela? O que estavam fazendo ali?

Tempos depois, os pais são convidados para um encontro de pais na escola Pirriwee. A ideia dessa festa era promover a integração entre eles, numa festa a fantasia regada a bebidas e descontração, mas… Com bebidas demais e pouca comida, os adultos já começam a discutir logo no começo da festa e alguém cai da varanda do prédio! O que era pra ser uma noite divertida termina numa morte trágica. Foi acidente? Homicídio? Quem são os culpados?

Pequenas Grandes Mentiras Livro - Liane Moriarty

Pequenas Grandes Mentiras é um livro que mostra que vidas perfeitas não existem e que todo mundo tem algo a esconder. E que definitivamente, nada é o que parece ser.

Numa trama extremamente bem amarrada, Liane Moriarty dispõe seus personagens em situações cotidianas cheias de desdobramentos e reviravoltas. O que mais gosto na escrita dela é essa capacidade de trazer ação a situações que por muitas vezes consideramos banais. Nas histórias dela, nada é por acaso!

Apesar de existir um mistério sobre a morte de um personagem, pra mim esse não é o ponto alto do livro. Eu gostei do enigma e não achei previsível! Mas o que mais amei foi ver a amizade se desenvolver entre Celeste, Jane e Medeline, mulheres tão diferentes mas ao mesmo tempo cheias de pontos em comum.

Pequenas Grandes Mentiras Livro Liane Moriarty

Assim como O Segredo do Meu Marido, Pequenas Grandes Mentiras é um livro sobre o cotidiano de 3 mães. Liane Moriarty trata a maternidade de uma forma bem interessante, apresentando as partes boas e também os conflitos e as dúvidas. Seus livros mostram que a suposta perfeição pode esconder muitas outras coisas… E esse é um dos motivos pra eu amar suas histórias. Adoro ser surpreendida com a sua narrativa!

Quanto a edição do livro, acho a capa lindíssima! Todos os livros da autora seguem esse mesmo padrão “despedaçado”. Ele tem 400 páginas, que pra mim fluíram super bem! Quando tive tempo pra embarcar na história, li quase metade do livro sem nem me dar conta. Só tenho uma observação a fazer a respeito da fonte, ela é menor que a média que vejo por aí. Quem tem problemas de visão pode ter um pouco de dificuldade.

Recomendo demais a leitura de Pequenas Grandes Mentiras. Façam suas apostas sobre o acidente/homicídio. Mas não se esqueçam de observar os outros detalhes da história! Eles também são muito interessantes!

Se você já leu esse livro, me conte suas impressões nos comentários!

 

Pequenas Grandes Mentiras Liane Moriarty

Obs. No começo do ano o livro virou uma série, de mesmo nome, produzida pela HBO. Como aconteceram algumas alterações em relação a história do livro, farei um post sobre a série depois. Mas caso você tenha interesse em ver, sugiro que leia o livro primeiro!

Ficha técnica:

Título: Pequenas Grandes Mentiras

Autora: Liane Moriarty

Editora: Intrínseca

Páginas: 400

Nota: 5/5

Compre aqui: Saraiva, Amazon, Submarino, Americanas.

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Até a próxima, pessoal!