[Resenha] Lado a Lado (1998)

Anna (Jena Malone) e Ben Harrison (Liam Aiken) não aceitam o novo relacionamento do pai (Ed Harris) com a madrasta (Julia Roberts). Na cabeça das crianças, os pais não tentaram o suficiente e o lugar do pai é junto com a mãe (Susan Sarandon).

Jackie e Luke Harrison - Lado a Lado

Jackie e Luke Harrison – Lado a Lado (reprodução da internet)

Isabel Kelly está tentando conquistar o respeito das crianças, mas essa não é uma tarefa fácil, pois elas estão irredutíveis. É como se ao aceitarem a madrasta, estivessem traindo a própria mãe.

Isabel Kelly - Lado a Lado

Isabel trabalha como fotógrafa e é excelente no que faz! (reprodução da internet)

No desenrolar da história, Jackie Harrison (a mãe) é diagnosticada com um câncer em fase terminal. Ver a incerteza da vida perante os seus olhos fará com que ela mude a forma de enxergar o mundo ao seu redor.

Lado a Lado filme

Jackie e os filhos, Anna e Ben (reprodução da internet)

Que filme lindo!

A princípio, Lado a Lado parece ser uma história recheada de clichês, mas foram tantas lições lindas que eu fui surpreendida com a grandeza desse filme! A evolução e amadurecimento dos personagens é nítida. Se no início todo mundo parece viver sob tensão, aos poucos cada um conquista o seu espaço e as coisas fluem naturalmente (assim como na vida).

Lado a Lado filme

Isabel e Jackie (reprodução da internet)

Isabel e Jackie são mulheres completamente diferentes, no começo existe aquela rivalidade boba de ex e atual, mas quando uma dá a oportunidade de conhecer a outra de verdade, as coisas tomam outro rumo! E as crianças também acompanham essa evolução. Se antes eles viam Isabel como a inimiga que quer roubar o lugar da mãe, agora entendem que ela está ali para desempenhar o próprio papel e que ela não tem intenção alguma de ser uma substituta de alguém insubstituível.

Não é preciso que a mãe saia de cena para que Isabel conquiste seu espaço no coração das crianças! A construção dessa relação foi incrível de acompanhar, me emocionei bastante!

O personagem Luke (pai) não foi tão bem explorado quanto eu pensei que seria, mas confesso que gostei do foco ser nas duas mulheres e nas duas crianças. A doença de Jackie é apresentada de uma maneira muito singela, sem apelar para o dramalhão forçado. Mas por já estarmos tão envolvidos com os personagens, a emoção vem com facilidade.

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Ben Harrison (reprodução da internet)

Os diálogos são maravilhosos e dão uma sensação de conversas reais. Nada soa falso ou forçado, é como se os personagens fossem pessoas do nosso convívio que estão aprendendo a lidar com as novas situações da vida. E o que dizer das atuações? Dignas de palmas! É como se todos os atores tivessem entrado de verdade nos papeis, tamanha a veracidade das emoções transmitidas.

Destaco também a trilha sonora, que é super marcante e os cenários que são lindos! É definitivamente um filme que aquece o coração e emociona de um jeito sincero! Além de proporcionar diversas reflexões, entre elas a efemeridade da vida e as relações que construímos ao longo da nossa existência. É uma pedida excelente para assistir com a família ou sozinho (acompanhado de uma caixa de lenços)!

Lado a Lado

Jackie e os filhos numa das cenas mais fofas do filme! (reprodução da internet)

Se você é assinante Netflix, o filme está disponível no catálogo!

Confira abaixo o trailer do filme:

Esse foi o Filme 1 do projeto 52 filmes para 2018. Espero que tenham gostado da resenha!

5251a18f55378e6d7deedc7db39c425dFicha técnica: Resenha

Filme: Lado a Lado (Stepmom)

Direção: Chris Columbus

Ano de lançamento: 1998

Duração: 2h5m

Nota: 4.5/5

Veja a página do filme no Filmow

Até o próximo post!

Beijos!

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[Resenha] Kobane Calling – Zerocalcare

Kobane Calling é uma Graphic Novel que conta um outro lado dos conflitos que acontecem nos confins da Turquia e Síria. Kobani é a principal cidade curda situada na Síria, onde um exército de mulheres luta para combater o avanço do Estado Islâmico. Não são apenas as mulheres que lutam por Kobani, mas eu fiquei impressionada de ver a organização e a força dessas mulheres numa sociedade tão opressora.

Kobane Calling

Capa de Kobane Calling

Zerocalcare foi parar em Kobani a serviço de um jornal da Itália. Através dos seus desenhos, o quadrinista italiano conseguiu transmitir um relato complexo e detalhado que contradiz os relatos simplificados que a grande mídia mostra sobre essa guerra devastadora que já ceifou a vida de  tanta gente.

Kobane Calling Graphic Novel

Detalhes da edição de Kobane Calling

Confesso que pouco sabia (e ainda pouco sei) sobre as questões da guerra civil síria. Vivemos no mesmo planeta, mas nossas realidades são tão distintas que não parecemos habitar a mesma Terra. É duro ver que o ser humano ainda não conseguiu aprender que a ganância, o egoísmo e a intolerância só geram dor e causam a morte de pessoas inocentes. E é muito triste perceber que basta você nascer no “lugar errado”, para não ter direito a viver em paz e ter a liberdade de ir e vir.

Graphic Novel Kobane Calling

Detalhes da Graphic Novel Kobane Calling

Mesmo sendo uma história sobre uma zona de conflito, Kobane Calling é uma GN com partes muito bem humoradas, que eu confesso que me arrancaram boas risadas! Já em outras cenas, meus olhos se encheram de lágrimas. O quadrinista italiano sabe fazer humor e também sabe emocionar, além de ter um traço incrível e cheio de detalhes, que traz o leitor para dentro da história.

Graphic Novel Kobane Calling

Verso da Graphic Novel Kobane Calling

Apesar da riqueza de informações sobre os conflitos apresentada nessa obra, eu não posso dizer que agora sei tudo sobre o Estado Islâmico ou o povo curdo. O buraco é bem mais profundo do que podemos imaginar ou uma história em quadrinhos pode contar. Mas Kobane Calling me proporcionou um bom conhecimento geral sobre o conflito e me abriu os olhos o suficiente para enxergar e ouvir o clamor de Kobani.

Espero que essa história consiga ganhar o mundo e abrir outros olhos!

Ficha técnica: Resenha

Título: Kobane Calling

Autor: Zerocalcare

Editora: Nemo

Páginas: 272

Nota: 4,5/5

Veja a página do livro no Skoob.

Ficou interessado? Você pode comprar a Graphic Novel nos sites abaixo:

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Submarino

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Ps. Ao comprar pelo link comissionado da Amazon, você ajuda na manutenção do blog/ig.

Projeto 52 filmes para 2018

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Vim apresentar hoje o meu novo projeto pessoal, 52 filmes para 2018! A ideia é assistir à 52 filmes no decorrer do ano e compartilhar minhas impressões com vocês aqui no blog e também no instagram.

Entre os meus 16-20 anos, eu assistia à muitos filmes! Uns 4 por semana, em média! Adorava! Depois, me rendi aos seriados de TV e acabei deixando os filmes de lado, mas com a virada do ano, as metas se renovam e eu decidi me dedicar a apreciar o cinema novamente.

52 filmes para 2018 caderno

Caderninho que fiz para anotar os filmes do projeto! Pessoa empolgada é assim!

Eu já fiz uma seleção de 52 filmes, com várias obras já lançadas que quero assistir faz tempo e alguns lançamentos de 2017, com estreia prevista para esse ano no Brasil (filmes cotados ao Oscar)! Esses 52 filmes eu vou assistir com certeza! Filmes que não estão nessa lista e que eu resolver assistir durante o ano, são extras que eu não vou considerar para o projeto, mas também posso indicar por aqui, caso eu goste deles!

52 filmes para 2018 caderno verso

A ideia é anotar os filmes vistos a cada semana!

Querem me acompanhar nesse projeto? Vou resumir a ideia do desafio #52filmespara2018 nos tópicos a seguir:

  • Vocês não precisam assistir aos mesmos filmes que eu, a escolha fica a critério de vocês!
  • Também não é obrigatório definir todos os 52 filmes para assistir ao longo do ano de uma só vez! Essa foi uma escolha pessoal, pra me desafiar um pouco mais!
  • A única “regra” é assistir à 52 filmes em 2018 e compartilhar os filmes vistos em alguma rede social ou blog, usando a tag #52filmespara2018!
  • Não é necessário fazer 52 posts a respeito! Você pode fazer um resumo mensal com os títulos vistos, por exemplo!
  • Não é uma obrigação postar resenhas detalhadas. Basta informar o título do filme, o ano de lançamento e uma breve opinião a respeito dele!
  • Ver um filme por semana é uma escolha, não uma regra. Vocês podem distribuir os 52 títulos ao longo do ano como preferirem. Eu vou assistir 1 por semana por uma questão de organização para as postagens do blog!

É tudo muito simples e sem regras mirabolantes, então eu adoraria que vocês aderissem a essa ideia! Quem for participar, não se esqueça de usar a tag #52filmespara2018 para que eu possa ver e interagir nas postagens de vocês!

Essa é a minha seleção, caso vocês queiram me acompanhar em algum filme! Alguns deles estão na Netflix, em breve eu atualizo esse post com os títulos disponíveis na plataforma!

52 filmes para 2018

Minha lista do projeto #52filmespara2018

Gostaram das minhas escolhas? Como podem perceber, sou uma pessoa bem eclética! Estou super animada para esse projeto e espero que vocês resolvam me acompanhar nessa deliciosa jornada!

Beijos e até o próximo post!