Resenha: Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática – Thalita Rebouças

Esse é um dos livros mais divertidos que eu já li!

Confissões de uma Garota Excluída, mal amada e (um pouco) dramática

Tetê está de mudança para Copacabana! Antes, ela morava num apartamento na Barra da Tijuca, mas devido a crise, seu pai perdeu o emprego e eles tiveram que vender o apartamento. Agora Tetê vai morar com os pais, os avós e também com o biso, que é a pessoa mais fofa do mundo!

Na sua antiga escola, Tetê não tinha muitos amigos e era vítima de bullying. Agora ela está indo cursar o ensino médio numa escola nova e está morrendo de medo de ser rejeitada de novo. Mas, ao mesmo tempo, talvez essa seja a sua oportunidade de um recomeço. Logo no primeiro dia de aula, Tetê descobre que estava sendo um pouquinho dramática, já que a escola nova não era nem de longe tão ruim como ela pensava…

Confissões de uma Garota Excluída, mal amada e (um pouco) dramática

Ao longo do livro Tetê vai se descobrindo, amadurecendo e passando por uma série de situações bem atrapalhadas. O livro fala de assuntos importantes como morte, bullying e preconceito, mas com uma narrativa leve e fluida.

Thalita Rebouças escreve livros bem humorados e faz isso como ninguém! Ela me divertiu muito! Tetê é o apelido fofo para Teanira. Segundo a própria, só esse nome já era motivo para fazer terapia pelo resto da vida. Cheguei a rir alto em algumas partes, principalmente nas cenas com o Zeca! Que personagem sensacional!

Confissões de uma garota me fez voltar a adolescência, época onde tudo é mais intenso, para o bem e para o mal. Senti cada drama da Tetê como se ela fosse minha melhor amiga! Fora que essa leitura me deu uma nostalgia do meu ensino médio, que tempo bom!

Confissões de uma Garota Excluída, mal amada e (um pouco) dramática

Ler Thalita Rebouças foi uma distração muito boa num momento tenso (eu estava finalizando o meu TCC) então, enquanto eu lia, embarcava de verdade na história e me divertia a valer. Tanto é que eu nem senti o tempo passar e fiquei com gostinho de quero mais!

A editora Arqueiro deu show na diagramação! O livro é lindo demais! A combinação de turquesa com rosa ficou um charme! Além disso, o livro tem algumas ilustrações fofas e também conta com as receitinhas da Tetê, que me deram água na boca! Tô doida pra experimentar algumas!

Confissões de uma Garota Excluída, mal amada e (um pouco) dramática

Recomendo esse livro não só para adolescentes, mas também para quem gosta de livros leves e divertidos! Pra mim foi uma leitura muito gostosa, do jeitinho que eu estava querendo! Mesmo com uma narrativa bem humorada, Thalita Rebouças consegue passar mensagens interessantes sobre amizade e relacionamentos! Espero que leiam e gostem também!

E pra fechar com chave de ouro, tive a oportunidade de conhecer a Thalita Rebouças aqui em Juiz de Fora no dia 24 de junho! Foi incrível! Ela é extremamente simpática e alto-astral! Vou guardar esse encontro na minha memória para sempre!

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Ficha técnica:

Título: Confissões de uma Garota Excluída, mal amada e (um pouco) dramática

Autora: Thalita Rebouças

Editora: Arqueiro

Páginas: 269

Nota: 4,5/5

Compre aqui: Saraiva, Submarino, Americanas e Amazon

Veja a página do livro no Skoob.

Leia um trecho do livro no site da editora Arqueiro.

Não deixem de conferir as postagens diárias no instagram!

Até a próxima, pessoal!

 

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Resenha: A Cor Púrpura – Alice Walker

Terminei a leitura de A cor púrpura no meio de fevereiro e até hoje não tinha criado coragem para fazer essa resenha. Por quê? Porque me faltam palavras para descrever a grandiosidade desse livro. Mas reuni forças e coragem, espero conseguir passar um pouquinho do que senti com essa história para vocês!

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Celie é uma das personagens mais guerreiras que eu tive o prazer de conhecer. Sua vida não foi nada fácil. Ela sofreu todo o tipo de abuso em casa, onde deveria ter proteção. E mais tarde, quando se casou, sofreu mais um bocado. Pesado, sim. E eu nem comecei a contar.

Ela  se casa com um homem mesquinho chamado Albert e durante todo o livro Celie o chama de Sinhô. Mas porque não chamá-lo pelo nome se ela era sua esposa? Simplesmente porque Celie não se sentia assim. Ela se sentia inferior, pois durante toda sua vida ela foi tratada dessa forma.

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A Cor Púrpura é uma história bem triste. Triste mesmo, do tipo que causa dor na alma. Você deve estar pensando… “Nossa, então porque você quer que eu leia esse livro tão dolorido?”

Simplesmente por que quero que você conheça uma personagem que tem uma força tão grande que vai te fortalecer também, confie em mim.

Celie escreve cartas para Deus. E tempos depois, escreve cartas para sua irmã Nettie. O livro é assim, uma constante troca de cartas. Há quem torça o nariz para histórias contadas dessa forma, mas A Cor Púrpura passa longe da monotonia e foge dos clichês de livros do tipo.

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Alice Walker publicou esse livro em 1983… Se hoje a mensagem ainda é tão impactante, não consigo nem imaginar como foi naquela época.

A Cor Púrpura foi adaptado para o cinema em 1985, num filme dirigido por Steven Spielberg com Whoopi Goldberg interpretando o papel principal, Celie.

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O livro foi premiado com o Pulitzer na época em que foi lançado e mesmo após mais de 30 anos de sua publicação, permanece conquistando uma legião de fãs. O que só mostra o quanto a história é atemporal e realmente grandiosa.

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Vale comentar aqui que as cartas de Celie tem uma série de erros de ortografia. Tal aspecto me chamou a atenção logo no início da leitura… Mas eu entendi que essa foi uma estratégia de Alice Walker para mostrar mais uma das faltas de oportunidade de Celie. A de não ter tido a chance de ter uma educação formal.

Além disso o livro é recheado de outros personagens secundários bem interessantes! Principalmente Shug Avery, que vai promover uma série de transformações em Celie. Outros personagens destaque são Nettie, irmã de Celie, Harpo, filho de Sinhô e Sofia, mulher de Harpo. Sofia é outra personagem maravilhosa que eu tenho certeza que vocês vão gostar!

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Não quero revelar muitos detalhes do enredo para não dar nenhum spoiler! E também não vou dizer porque o livro tem esse nome, porque essa revelação é muito legal no meio da história. Mas, resumindo: A Cor Púrpura vai girar em torno da vida de Celie, seu sofrimento, seu aprendizado e suas descobertas. E acreditem, é fascinante.
Mesmo que o livro tenha partes bem tristes, ele vai te arrancar alguns sorrisos pelo caminho! Se ainda não te convenci, faço um apelo direto: Leia! E depois volta aqui para me dizer o que achou.

Livro lido, resenha feita. Agora eu finalmente posso conhecer minha Celie do filme, a Whoopi Goldberg e me encantar com essa história novamente.

Quando eu assistir, volto com a resenha para vocês!

Até mais!

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Ficha técnica

Título: A cor púrpura
Autora: Alice Walker
Editora: José Olympio

Nota:
5 estrelas + favoritado.

Na Estante: Eu sou Malala

Uma história pra lá de inspiradora.

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Foto: Daniela Colaci

Após ler esse livro, Malala Yousafzai virou para mim um sinônimo de coragem. Em outubro de 2012, a jovem sofreu um atentado contra a sua vida, sendo cruelmente baleada pelo Talibã. O motivo? Ela queria estudar e não se calou perante as ordens abusivas impostas pelo Talibã. A menina paquistanesa levantou a sua voz e o Talibã decidiu que deveria calá-la. Apesar da brutalidade do ataque, após um longo processo de recuperação, Malala sobreviveu com poucas sequelas. E hoje é exemplo mundial de luta em prol da educação.

Escrito numa parceria entre a jornalista Christina Lamb e Malala Yousafzai, Eu sou Malala retrata a história de sua família no belo Vale do Swat, seus primeiros anos de vida escolar, as desigualdades econômicas e sociais de sua região e sua luta pelo direito à educação feminina num país que valoriza somente seus filhos homens.

Apesar das dificuldades, a menina é uma privilegiada num país onde apenas uma de cada cinco meninas recebe educação formal, tudo graças a seu pai Ziauddin Yousafzai, que sempre pensou de modo diferente da maioria, dando a primogênita as mesmas oportunidades de educação que deu a seus dois irmãos mais novos. Ziauddin é ativista e dono de uma escola particular para garotas, coisa rara na região de Mingorá.

Rico em detalhes e escrito em primeira pessoa, o livro não é apenas uma Biografia, é também uma aula sobre a etnia patchum, cultura muçulmana e toda a região Paquistanesa. A abordagem, mais intimista e bem pessoal, faz com que o leitor compreenda exatamente as particularidades de sua vida, em que momento e em quais circunstâncias o Talibã tomou o Paquistão e as consequências para a jovem, sua família e o Vale do Swat.

Ontem, dia 10 de outubro, Malala recebeu juntamente com o ativista indiano Kailash Satyarthi o prêmio Nobel da Paz de 2014. Ela já havia sido candidata ao prêmio em 2013 e passa a ser a mais jovem da história a recebê-lo. Conquistá-lo dessa vez só mostra que a sua luta continua. A voz que o Talibã tentou calar, ressoa agora em todos os cantos do mundo.

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Foto: Reprodução

Malala, você me comoveu com suas citações, sua determinação, bravura e esperança de um mundo melhor. Depois de ler sua história, passei a compactuar com seus sonhos.

Definitivamente “Eu sou Malala” é capaz de inspirar e despertar em nós aquela velha vontade de mudar o mundo.