Estrelas Além do Tempo (2016)

No último sábado (04), fui ao cinema assistir Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures). Confesso que sabia pouco sobre o filme, tinha assistido ao trailer, que me deixou curiosa, mas eu não tinha real dimensão do que estava por vir. Sabia apenas que era uma história real e que estava indicado ao Oscar em algumas categorias.

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Nos 5 primeiros minutos de filme eu já vi que o ingresso tinha valido a pena.

071675-jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxxEstrelas Além do Tempo se passa durante a década de 60, onde os Estados Unidos e União Soviética travavam uma intensa corrida espacial, cenário em que a URSS  tinha vantagem, pois já havia lançado satélites e os Estados Unidos ainda não tinha obtido um lançamento de sucesso.

A NASA tinha em sua numerosa equipe os “computadores humanos”, mulheres negras que trabalhavam numa salinha fazendo cálculos e analisando equações que resultariam no lançamento de satélites. Vale lembrar que nessa época, os Estados Unidos ainda viviam um conturbado período de segregação racial.

Estrelas além do tempo foca em três personagens centrais: Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe). Mulheres negras que foram essenciais no desenvolvimento da NASA e no sucesso da expedição do primeiro homem a orbitar em volta da terra.

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A pequena Katherine G. Johnson mostrando todo seu talento nos primeiros minutos do filme

O foco do filme é na personagem de Taraji, pois Katherine é apresentada ao espectador ainda criança, com um talento absurdo para cálculos matemáticos. Mas as outras duas personagens também tem histórias bem interessantes, que são bem entrelaçadas no decorrer do filme.

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Katherine G. Johnson recebe uma promoção e vai trabalhar juntamente com Al Harrison, diretor da NASA interpretado por Kevin Costner. Além das dificuldades já esperadas, por ser um trabalho de grande responsabilidade, ela terá de enfrentar preconceito por ser mulher e racismo, por ser negra.

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Katherine em meio a equipe de engenheiros da NASA

Dorothy Vaughan atua como uma espécie de supervisora dos “computadores humanos” e tem que lidar com a chegada de um super computador, o IBM, cuja função esperada era substituir trabalho humano. Porém Vaughan se mostra essencial num momento de crise, provando que as máquinas são um bom avanço, mas não funcionam tão bem quanto uma mente brilhante.

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Dorothy Vaughan e os “computadores humanos”

E por fim, Mary Jackson, que trabalha junto com engenheiros responsáveis pela montagem dos satélites, sabe tanto quanto eles, mas não teve a oportunidade de ser graduar como engenheira simplesmente porque as aulas da Faculdade de Engenharia eram restritas a homens brancos. Mas sua determinação é tão grande e seu sonho é tão intenso que ela fará o impossível na busca de seu sonhado diploma.

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Mary Jackson

Apesar do tema difícil, afinal, falar de racismo seja ele explícito ou velado, nunca é fácil. Estrelas Além do Tempo consegue mostrar a ferida sem cair no dramalhão. O filme emociona porque é emocionante de verdade, não porque força para ser.
Ver mulheres lutando tão bravamente por suas carreiras numa década tão conturbada e cheia de obstáculos não poderia resultar em outra coisa além de sucesso.

estrelas-alem-do-tempo-2Apesar de ter mais de duas horas de duração, não senti o tempo passar. A história é tão bem contada, e as atuações são tão boas, que quando os créditos aparecem, a vontade é de assistir tudo de novo.

O longa é adaptado  é adaptado de um de um livro-reportagem de mesmo nome (Hidden Figures) da autora  americana Margot Lee Shetterly.

O filme terminou e meus olhos estavam marejados. Primeiro pela grandiosidade dessas mulheres incríveis, segundo por ser uma história real, e por fim, pela tristeza de saber que se não fosse por meio desse filme, dificilmente eu teria conhecido três figuras tão importantes na história da humanidade.

Ficha técnica: 

  • País: EUA
  • Classificação: livre
  • Estreia: 2 de Fevereiro de 2017
  • Duração: 127 min.
  • Direção: Theodore Melfi
  • Roteiro: Theodore Melfi

Indicações ao Oscar:
Melhor Filme
Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer)
Melhor Roteiro Adaptado (Theodore Melfi)

Trailer:

No sofá: Creed – Nascido para lutar (2015)

Tive o prazer de assistir Creed no cinema. A expectativa era grande. Sou fã do Stallone há anos e poder ver o retorno do saudoso Rocky Balboa na telona, mesmo que seja num papel coadjuvante é animador.

Creed – Nascido para Lutar conta a história de Adonnis Johnson Creed filho de Apollo Creed, um dos rivais de Balboa na franquia Rocky que acabou virando seu treinador e melhor amigo.

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Adonnis “Donnie” (Michael B. Jordan) teve uma infância difícil, pois seu pai faleceu antes mesmo de seu nascimento. Sua mãe (que foi um caso de Apollo) também faleceu e o menino teve que morar em lares adotivos por alguns anos. Até que Mary Ann (viúva dcreed-finalposter1e seu pai) o encontra e resolve adotá-lo.

Adonnis segue carreira executiva ao mesmo tempo em que luta em lugares duvidosos. Num determinado momento, resolve pedir demissão e seguir carreira como lutador, para a apreensão de sua mãe adotiva.

Tudo que Donnie sabe sobre lutar, aprendeu sozinho. Ele tem o desejo de criar o seu próprio legado, por isso prefere esconder ser filho de Apollo e usar o sobrenome Johnson de sua mãe.

Donnie sai de Los Angeles vai até a Filadélfia em busca de Rocky, pois acredita que Balboa tem muito a lhe ensinar.

Se eu tinha expectativas elevadas pra esse filme, não me decepcionei. No momento em que Stallone aparece, rouba a cena. Ele emana simpatia! Um ponto interessante do filme é que Rocky realmente ocupa o seu lugar na trama, fazendo jus ao tempo que já passou.  Sua antiga força brutal dá lugar a experiência e sabedoria, além de uma fragilidade adequada.

A trilha sonora é um ponto positivo a parte. Os clássicos que já conhecemos dos filmes anteriores da saga, aparecem repaginados em momentos cruciais do longa.

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Recomendo Creed para os que acompanharam o sucesso de Rocky e também para aqueles que ainda não conhecem sua trajetória.

Creed06516.dngStallone concorreu ao Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel e eu torci por ele até o último segundo! Pra mim, ele merecia o prêmio, não só por esse filme e sim por toda a sua carreira. Os críticos e especialistas em cinema que me perdoem, mas Stallone tem sim um nome muito importante na história do cinema. Afinal, nem só de filmes cults se faz uma indústria cinematográfica.

Ele pode não ter vencido (o ganhador da noite foi Mark Rylance de A ponte dos espiões) mas o carinho que temos pelo nosso Rocky é eterno!

Confira o trailer oficial legendado: