O Sol é para Todos (1962) – Filme

Quando comece a ler O Sol é para Todos da Harper Lee, fiquei sabendo que existia um filme baseado no livro. Fiquei ansiosa! Eu adoro adaptações literárias, mesmo que algumas vezes elas deixem a desejar. Acho incrível ver os personagens que eu imaginei tomando vida, fora que sou apaixonada por cinema, então é um complemento perfeito.

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Terminei a leitura muito animada, o livro me surpreendeu bastante! Fui correndo assistir ao filme e não me decepcionei!

Pra quem não conhece a história, vou fazer um pequeno resumo. Jean Louise Finch é Scout (Mary Badham), a narradora do livro/filme. A história se passa no Maycomb, Alabama no ano de 1932. No início, ela nos conta detalhes de sua infância, seu relacionamento com o irmão Jem (Phillip Alford), o pai Atticus (Gregory Peck) e Calpurnia (Estelle Evans), a empregada que trabalha na casa e cuida das crianças. Um dia, Atticus que é advogado, é chamado para defender Tom Robinson (Brock Peters), um negro acusado de estuprar Mayella Violet Ewell (Collin Wilcox Paxton), uma jovem branca. Apesar de todo o preconceito da cidade em relação aos negros, que eram considerados inferiores aos brancos, Atticus aceita o caso a fim de proporcionar um julgamento digno a Tom.

É impossível negar que a riqueza de detalhes do livro é bem maior. Mas o filme é uma excelente oportunidade de ver os personagens em ação.

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A nossa querida Scout está perfeita no papel, assim como Jem e Dill, amigo de infância das crianças. Eu não poderia tê-los imaginado de outra forma! E Atticus passa toda aquela serenidade e sabedoria que vimos no livro, é impressionante!

Sra. Maudie Atkinson, a vizinha, é bem mais bonita e jovem do que eu imaginei lendo o livro e em alguns momentos parece uma espécie de “mãe” das crianças, mesmo sem nenhum envolvimento amoroso explícito com Atticus.

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O único aspecto negativo é que algumas narrativas secundárias não fazem parte do filme, como as cenas da sala de aula de Scout, a igreja de Calpurnia e a história da tia Alexandra. As brincadeiras envolvendo Arthur “Boo” Radley foram levemente modificadas e aparecem poucas vezes no decorrer do filme. O que é uma pena, já que o medo das crianças em relação à misteriosa família Radley é uma parte interessante e divertida do livro.

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O filme prefere focar no julgamento de Tom e nos apresenta uma belíssima cena no tribunal. Essa parte ficou impecável! Vemos um Bob Ewell, arrisco e petulante e a jovem Mayella demonstra infantilidade e timidez compatível ao descrito no livro. Mas quem rouba a cena é Tom Robinson, é possível ver em seus olhos sua inocência e bondade. A cena do veredicto é de emocionar!

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Cena do julgamento de Tom Robinson – Um dos destaques do filme

O filme é em preto e branco e tem uma fotografia muito bonita! Mesmo sem cores, os detalhes das locações são ricos em detalhes e a produção procurou deixar os cenários bem parecidos ao descrito na obra literária. Não é a toa que o filme venceu o Oscar de Melhor Direção de Arte em P&B em 1963. Além disso também conquistou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator para Gregory Peck, o Atticus.

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Atticus e a pequena Scout sempre com diálogos incríveis

Recomendo ler primeiro o livro e assistir o filme logo depois da leitura! Tenho certeza que será um ótimo complemento. Quem ainda não leu o livro mas quiser assistir ao filme, também terá uma boa experiência, a história é bem contada! E pra facilitar, ele está disponível no acervo da Netflix!

Ficha técnica:

Ano de produção: 1962

Direção: Robert Mulligan

Roteiro: Harper Lee e Horton Foote

Gênero: Drama

Duração: 2:09

Estrelas: 4,5/5

Infelizmente não encontrei o trailer do filme legendado, mas mesmo assim dá pra ter um gostinho da história:

Espero que vocês assistam e compartilhem suas impressões comigo!

Até a próxima dica!